NEM MUITO QUENTE, NEM MUITO FRIO

Nosso estômago trabalha a uma temperatura média entre 37°C e 42°C e não aceita, de bom grado, algo muito diferente disso. Alimentos muito quentes, por exemplo, podem alterar o funcionamento do órgão. De acordo com gastroenterologistas, quanto mais quente o alimento, mais líquidos o estômago precisa produzir para regular a temperatura interna do corpo. Esse processo exige muita energia e em pessoas debilitadas, por exemplo, pode provocar contrações e distensões gástricas, o que intensifica qualquer sensação de mal-estar. Os alimentos mais frios acalmam as papilas gustativas, deixam os sabores mais moderados. Crianças pequenas, não suportam alimentos quentes, nem os idosos. Os adultos abusam, mas depois sentem os efeitos.
Já as refeições frias têm muitas vantagens e também algumas restrições. Entre as vantagens o fato de diminuir aquela gordura que seria usada para refogar o alimento. O organismo agradece. O alimento cru também preserva melhor o sabor natural dos ingredientes e traz saciedade por mais tempo porque demora mais para ser digerido. Entre as opções de pratos frios estão delícias como o ceviche, cuscuz e saladas em geral.
Uma curiosidade interessante é que a vitamina C e o ácido fólico, presentes nas frutas e vegetais, como tomates, cenoura e brócolis, não se perdem com o aquecimento. Se a preferência for por servir estes alimentos frios, só cozinhar e deixar esfriar.
As saladas e quaisquer outros alimentos servidos crus, requerem um cuidado especial com a procedência e manuseio. A maioria das bactérias e parasitas morrem somente quando são expostos ao calor. Temperos e limão não matam estas bactérias. O ideal é deixar legumes usados para salada de molho em água com vinagre ou uma gotinha de cloro. Depois lava-se novamente em água corrente e faz o tempero.