Dia Internacional da Mulher: exemplos de grandes conquistas na área alimentícia

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, durante este mês, todos os nossos conteúdos, inclusive as publicações do LinkedIn, serão voltados para a relação mulher versus alimentação. Para começar, o assunto de hoje é sobre a visibilidade do público feminino na gastronomia. Vamos lá?

Você já se perguntou por que as mulheres – que por natureza exercem historicamente o papel principal nas cozinhas – são a minoria entre os grandes chefs mundiais? Outro exemplo: se você voltar ao passado, consegue lembrar de alguma comida maravilhosa que só a sua mãe ou avó sabiam fazer? Então, por que essas mulheres não estão no comando de cozinhas profissionais, já que são ótimas em pilotar fogões?

Essas perguntas podem ter diversas respostas, como o machismo estrutural, assédio, falta de apoio financeiro, licença-maternidade e até redes de contatos femininas menores. Segundo levantamento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 43% da mão de obra rural do mundo é constituída por mulheres. O número é significativo, mas representa menos de 20% do total de proprietários de terras. Em contrapartida, além do cultivo e semeio, as mulheres também garantem segurança alimentar para as suas comunidades.

Ainda assim, aos poucos, as chefs de cozinha estão ganhando seus espaços na área, sejam no comando de grandes restaurantes ou em programas de televisão. Como referências brasileiras, Bela Gil, Rita Lobo, Helena Rizzo, Roberta Sudbrack, Morena Leite, Manu Buffara e Paola Carossela (argentina – naturalizada brasileira).

E muitas delas são reconhecidas internacionalmente pelo desempenho como chefs: Helena Rizzo já foi eleita a melhor chef da América Latina (2013) e melhor chef do mundo (2014) pelo prêmio 50 Best Restaurants of the World. Já Manu Buffara é mencionada no The Best Chef Awards 2020, um importante ranking que elege todos os anos os 100 melhores profissionais de cozinha do mundo.

Roberta Sudbrack foi eleita a melhor chef mulher da América Latina (Veuve Clicquot Latin America’s Best Female Chef 2015, da revista inglesa ‘‘Restaurant”. Em 2012 e 2013 figurou entre os 100 melhores restaurantes do mundo e, em 2014, seu restaurante foi o único brasileiro entre os 50 melhores do mundo, segundo a publicação britânica Elite Traveler.

Essas chefs brasileiras, com certeza, mostram que não brincam em serviço. E o mundo da gastronomia, para quem não sabe, não é nada glamoroso. É preciso ter garra, dedicação e muito talento para conquistar o merecido reconhecimento. É o caso também da nutricionista e idealizadora da JA Alimentação, Jane Azambuja, que com persistência e profissionalismo, tornou-se modelo de encorajamento e referência às mulheres que desejam fazer parte do ramo alimentício.

Sabemos que a luta pelos direitos das mulheres e a conquista dos seus espaços nos mercados de trabalho são temas que merecem debates. Na gastronomia, por meio da experiência e talento, as mulheres contribuem não só para a história da culinária brasileira, mas também no oferecimento de uma alimentação saborosa, diversificada e de qualidade à população. Portanto, em homenagem a essas guerreiras, a JA parabeniza todas as mulheres pelo seu dia.