COSTELINHA COM CANJIQUINHA

Tem coisa mais mineira que um panelão de costelinha de porco com canjiquinha? Nestes dias em que os termômetros despencam começamos a cismar com estes pratos sabor infância. Cheiro de tempero que lembra a cozinha da casa da vovó! Sim, nossas avós usavam urucum, o famoso colorau, para temperar a carne, uma pimentinha do reino, muito alho e cebola para refogar.

Vieram os anos e as nossas aventuras pelo mundo, mas quem disse que nossa memória apaga um cheiro bom de comida? Nem nosso organismo esquece a riqueza de nutrientes de pratos assim com os quais deveríamos brindar sempre as nossas crianças para que crescessem fortes e saudáveis!

Para quem trabalha o dia inteiro, pratos em sintonia com o inverno, além de ricos em diversas vitaminas, ainda tem o benefício de aquecer o corpo. Calorias, de fato não faltam, nem sabor, nem gostosura.

No interior, havia a técnica de preparo da canjiquinha em moinhos d’água, que mói por um sistema de disco de pedras sobrepostas. O movimento do moinho permite moer o grão (esfarelar) sem triturar aquela película fininha que o envolve. Depois é só peneirar e separar o farelo, obtendo-se apenas o amido do grão. O sabor e a consistência, não tem comparação.

A canjiquinha obtida precisa ser lavada na hora do preparo. O método mais comum é refogar a costelinha com temperos como alho, cebola, deixar ferver por 10 minutos e escorrer antes de fritar. Esse caldo deve ser usado para cozinhar a canjiquinha. Depois refoga tudo junto novamente, acrescenta mais água se houver necessidade. Cobrir com cheiro verde e servir acompanhado de couve e feijão. Há os que substituem a costelinha por pedaços de frango caipira, outra delícia da tradição mineira.