A CONTRIBUIÇÃO DA CULINÁRIA AFRICANA PARA A NOSSAS RECEITAS

 

Sabe aquela história de fazer do limão uma limonada? Pois é, aprendemos com os negros a transformar sobras de alimentos em comidas deliciosas que “voltaram por cima da carne seca” para a mesa da Casa Grande e se firmaram de vez na nossa culinária. A criatividade e o talento culinário dos escravos, transformaram pés, orelhas e rabos de porcos em feijoada, aliás, descobrimos com eles o feijão preto, aprendemos a fazer acarajé, vatapá, caruru, mungunzá, angu, pamonha, feijão tropeiro, caldos. E dá-me pimenta malagueta, azeite de dendê, leite de coco, feijão de corda, malacacheta e manteiga de garrafa. Quem não curte um baião de dois?  O acarajé virou patrimônio nacional.

Hoje, no Dia da Consciência Negra, nosso reconhecimento à contribuição das receitas africanas para a nossa culinária, apreciadas mundialmente. É deles o tempero marcante, jeito de misturar ingredientes, aproveitar “miúdos” para fazer receitas deliciosas. Com as chuvas de novembro, aproveitamos para o plantio do milho, do feijão preto, das ramas da mandioca e torcemos para que a próxima estação se encarregue de regar a produção  desses ingredientes tão bem-vindos à nossa mesa nos próximos meses.